:: Sábado, Setembro 27, 2008 ::



Rabiscos


A vida é um Best seller
E eu...
Eu sou rabiscos a giz de cera...



escrito por Cida Sousa

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:: Sexta-feira, Julho 27, 2007 ::


O trabalho do poeta é desenhar o dia,
descrever beleza onde a solidão enfeita as horas,
desentortar palavras até que caibam em instantes indizíveis.
escutar silêncios,
encurtar esperas...
O trabalho do poeta é delirar no verbo,
enlouquecer a insana lucidez;
"desinventar" alegrias a galopar em pégaso,
enriquecer ilusões e abundar em lágrimas...
O poeta é transformador de inércias,
é estado de espírito de se voar sem asas
se queimar sem fogo...
O trabalho do poeta é ser eterno escravo da palavra
e um ocasionador de sonhos ...


Cida Sousa


escrito por Cida Sousa

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:: Segunda-feira, Abril 09, 2007 ::


E a vida

se foi...
nem sonhos, nem encantos,
só cinzas...
e o coração se agita,
grita,
no pranto que fica...
me encontrei só, perdida,
neste mundo sem paz,
se foi...
pacto,
amor,
a alegria, a cumplicidade...
e a solidão se faz,
nada ficou...
só esse imenso vazio,
que a solidão seduz,
fazendo eco neste silêncio,
onde já não há mais luz...



Cida Sousa


escrito por Cida Sousa

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:: Sexta-feira, Março 16, 2007 ::





Segue o teu destino
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

(Fernando Pessoa)


escrito por Cida Sousa

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:: Quarta-feira, Outubro 25, 2006 ::





Dia seguinte...

Dia triste e molhado,
tedioso e frio...
- de sol , nem sombra-
Dia perfeito para se cortar os pulsos...

Cida Sousa


escrito por Cida Sousa

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:: Sexta-feira, Setembro 01, 2006 ::


Filho...


Tanto sonhei.

Desviei-me..

Gritei em cantos,

Fala por fala,

tão sem encantos,

benzi quebrantos

-Calei-me...-

Para meu espanto,

Nao entendi,

certo poema ,

Que nunca escrevi...


Cida Sousa


escrito por Cida Sousa

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:: Quinta-feira, Junho 29, 2006 ::

Caminhos tortos

Ando saudosa

de partidas

e voltas.

Meio relógio que olha

horas infindas de esperas ...

Ando assim

meio cachorro carente

de carinhos de dono...

Incompleta ,

feito pássaro em gaiola,

que nunca sentiu o gosto de liberdade...

Ando meio termo,

pagina rasgada,

livro inacabado,

poema sem rima...

Ando dor,

em invisíveis recantos,

à espera do bálsamo confortador...

Ando tanto

e não me encontro...

Tão sem canto

e ainda me espanto

quando penso que me refaço a caminhar...





Cida Sousa


escrito por Cida Sousa

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Crio crias em noites frias
versos soltos,
terapia
de minha alma vazia...